ProfEPT

Apresentação ProfEPT

A Educação Profissional e Tecnológica (EPT), cujo princípio se embasa na oferta de cursos, currículos e programas direcionados ao mundo do trabalho, se configura como importante canal de acesso à qualificação profissional e está incluída na pauta das políticas públicas do Governo Federal.

Diante da importância do ensino profissional para o desenvolvimento do país, diversas modificações e debates sobre essa modalidade de ensino vêm permeando sua história. Desde os primórdios da criação de cursos voltados para o ensino de profissões no Brasil, perpassa o debate sobre critérios e estratégias para a sua oferta.

Ao longo de sua história centenária, a EPT passou por reorganizações institucionais que culminaram em 2008, com a institucionalização da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (RFEPCT) pela Lei nº 11.892, cuja composição engloba os 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), 2 Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs), o Colégio Pedro II (CPII), 24 Escolas Técnicas vinculadas às Universidades Federais e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Alinhada com as políticas governamentais, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (SETEC/MEC), vem coordenando uma ampla e diversificada agenda para a EPT. Nesse contexto, a RFEPCT e os IFs, alicerçados na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, contribuem na formação de mão de obra qualificada e na proposição, elaboração e aplicação de práticas, técnicas e produtos em parceria com os setores produtivos, sociais e culturais. No tocante aos IFs, esses se constituem em importantes indutores de desenvolvimento local, regional e nacional, uma vez que são instituições habilitadas para a oferta de formação profissional e tecnológica, de pesquisa aplicada, da extensão, da produção cultural, do empreendedorismo e do desenvolvimento científico e tecnológico.

Para que cumpra sua missão, além do processo de reorganização institucional, houve uma acentuada expansão da RFEPCT, iniciada em 2003 e consolidada pela publicação da Lei nº 11.892/2008, tornando possível a interiorização dos IFs. A partir de 2011, uma nova etapa de expansão foi iniciada na RFEPCT, com a construção de 208 novas unidades.

Ademais, nesse período, a expansão da RFEPCT foi intimamente vinculada ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC), o que permitiu uma ampliação da oferta de vagas em cursos técnicos e de formação inicial e continuada (FIC), de modo a estimular, ainda mais, a interiorização e a democratização de acesso a essas vagas.

Atualmente, a RFEPCT atua em todas as Unidades Federativas do país, com 562 unidades em 512 Municípios, a RFEPCT atende à educação básica, superior e profissional, preparando os alunos para atuar em vários setores da economia, ofertando cursos em várias modalidades, na forma presencial e a distância, desde o ensino médio até a pós-graduação, a fim de possibilitar o aproveitamento contínuo e articulado dos estudos tanto vertical como horizontal. A RFEPCT, assim, garante a presença da EPT em locais desassistidos de formação técnica e tecnológica, que também exigem trabalhadores qualificados.

Para democratizar o acesso ao ensino técnico e promover a profissionalização dos jovens e, consequentemente, contribuir para o desenvolvimento do país, um grande e heterogêneo número de profissionais compõem o quadro da RFEPCT, o qual compreende, segundo levantamento de fevereiro de 2015, 30.862 docentes e 28.944 técnicos-administrativos.

Diante de tal panorama, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (SETEC/MEC) envida esforços para organizar ações de fomento à qualificação da RFEPCT, por meio de Programa de Desenvolvimento Institucional para a Rede Federal.

Porém, com vistas ao desenvolvimento de uma política para a atuação da RFEPCT no Sistema Nacional de Pós Graduação, a SETEC/MEC desenvolveu Diretrizes para iniciativas da Pós-graduação em Associação ou em Rede, desenvolvidas a partir de parceria com o Instituto Federal do Ceará (IFCE) que realizou, por meio do CETREDE (Centro de Treinamento e Desenvolvimento, vinculado à Universidade Federal do Ceara, UFC), um estudo com profissionais de renomada atuação no desenvolvimento da pós-graduação no Brasil.

De acordo com o estudo, “existe o potencial dos Institutos Federais para o desenvolvimento da pós-graduação com caráter profissional e da pesquisa aplicada e dirigida para o equacionamento de problemas concretos do mundo da produção e dos serviços”.

Diante do fato, o estudo constatou que, no início de 2014, a RFEPCT contava com 25.152 docentes. Desses, 19,4% possuíam o título de Doutor – 4.877 professores – e 48,2% possuíam o título de Mestre – 12.124 docentes, em todas as modalidades de jornada de trabalho. No mesmo ano, 8.151 docentes não possuíam qualquer título de pós-graduação stricto sensu. Estimando, portanto que, à época, que mais de 20.275 docentes deveriam ser contemplados num Plano de Qualificação institucional, em face da exigência legal do título de Doutor para o acesso dos servidores aos níveis superiores da carreira.

Além dos docentes, o estudo destaca, ainda em relação aos dados de 2014, que a RFEPCT possuía 22.500 servidores técnico-administrativos. As informações sobre escolaridade destes servidores mostram que 59,5% possuem um curso de nível superior; 2,8% obtiveram Mestrado; e 0,2% obteve o grau de Doutorado. Os dados referentes aos servidores técnico-administrativos sugerem um grande contingente de potenciais candidatos a uma pós-graduação stricto sensu, especialmente o Mestrado.

Apesar de o diagnóstico ter sido realizada no início de 2014, levantamento recente da SETEC/MEC em 2015 revela proporções similares às do estudo. Outrossim, ressalta-se que durante os anos recentes a acentuada expansão da RFPECT, acarretou em 56,7% (17.507 indivíduos) do pessoal docente com menos de 5 anos em exercício. Esses docentes apresentam perfis os mais distintos possíveis: (a) docentes com alta titulação acadêmica e pouca experiência junto ao setor produtivo, qualidade necessária à EPT; (b) docentes com grande experiência junto ao setor produtivo e baixa titulação acadêmica; (c) docentes que não tiveram formação pedagógica para atuação junto à EPT; e (d) docentes que não foram capacitados para promover a integração do ensino com as expectativas profissionais, sociais e econômicas da clientela que atende e da região em que atua.

Ante o exposto, o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação, Científica e Tecnológica (CONIF), com o apoio da SETEC/MEC, incentivou a proposição do Mestrado Profissional em Educação Profissional em Rede Nacional (ProfEPT), em função da necessidade de aperfeiçoar as práticas educativas e a gestão escolar vinculadas à EPT, em articulação com a demanda por qualificação de profissionais da rede, mas também abrindo possibilidades de formação qualificada ao público em geral, aproveitando a grande capilaridade de atuação territorial da RFEPCT para otimizar a oferta das vagas do Programa.

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Reitoria

01
Campus Cuiabá Cel. Octayde Jorge da Silva
02
Campus São Vicente
03
Campus Cáceres Prof. Olegario Baldo
04
Campus Cuiabá Bela Vista
05
Campus Pontes e Lacerda Fronteira Oeste
06
Campus Campo Novo do Parecis
07
Campus Juina
08
Campus Confresa
09
Campus Rondonópolis
10
Campus Sorriso
11
Campus Várzea Grande
12
Campus Barra do Garças
13
Campus Primavera do Leste
14
Campus Alta Floresta
15
Campus Tangara da Serra
16
Campus Diamantino
17
Campus Avançado Lucas do Rio Verde
18
Campus Avançado Sinop
19
Campus Guaranta do Norte
20
Campus Campo Verde
21
Campus Água Boa
22
Campus Canarana
23
Campus Colniza