Semana de Luta das Mulheres sensibiliza comunidade acadêmica para enfrentar violências de gênero

Evento foi realizado nos dias 3, 4 e 5 de março no Campus Octayde A Semana de Luta das Mulheres […]

Evento foi realizado nos dias 3, 4 e 5 de março no Campus Octayde

A Semana de Luta das Mulheres reuniu mais de 600 estudantes do Ensino Médio Integrado e do Superior do IFMT Campus Cuiabá – Octayde Jorge da Silva, nos dias 3, 4 e 5 de março. Construído de maneira coletiva por servidores e membros da Comissão de Acolhimento, Apoio, Orientações e Combate à Discriminação por questões de Gênero, Raça e Diversidades, o evento teve participação de 15 turmas e foi direcionado especialmente aos estudantes homens. 

Convidados a sentar nas primeiras cadeiras da Sala de Projeções, os estudantes refletiram sobre conceitos e construções sociais com a professora Karina Brito. Ela iniciou a apresentação destacando uma informação alarmante: Mato Grosso está no topo do ranking sobre feminicídio, no Brasil, há dois anos seguidos. Os dados são do Anuário da Segurança Pública.

Karina apresentou as definições de patriarcado, machismo, sexismo, misoginia, feminicídio, e cultura do estrupro, e explicou como os conceitos são materializados em situações cotidianas. “Nosso estado é líder em um tipo de violência, o feminicídio, que é um crime de ódio com viés de gênero. É uma circunstância específica onde aquele assassinato aconteceu porque aquela vítima era mulher. É um agravante considerando a questão de gênero.” 

Para a professora, é urgente refletir sobre a banalização da violência no cotidiano, seja na escola ou em casa. Os estudantes foram convidados a conhecer um pouco mais dos casos divulgados na mídia, no Brasil e no exterior. “A gente quer que vocês, meninos e homens, comecem a observar as situações, mudar o comportamento, e adotar uma atitude de apoio às mulheres. Não é estranho que vocês convivam no mesmo ambiente e apenas as meninas notam os comportamentos inadequados?”

A psicóloga escolar, Henriett Montanha, que atua na Coordenação de Assistência Estudantil e Inclusão (CAE), destacou os efeitos do machismo e da masculinidade tóxica, inclusive no comportamento escolar. Para os organizadores e organizadoras do evento, os debates e intervenções culturais enriqueceram a atividade pedagógica proposta para o mês de março. “É um mês de luta, de combate às violências que as mulheres têm sofrido. Este evento é um convite para desenvolver o senso crítico de estudantes que ainda estão em processo de formação de sua personalidade e identidade”, disse Henriett.

Intervenções culturais e partilha de experiências

A Sala de Projeções foi palco para expressões, manifestações e partilhas de experiências de estudantes e professores que atuam nos projetos SerCena, Sarau Cantão/Ressoar, de Lara Máximo, da UFMT, e da professora Tatiane de Oliveira que apresentou o miniconto “Meia um no elevador”, de sua autoria. 

As intervenções “Não nos deem flores”, “Marias” e “Mulher que é mulher” foram criadas por integrantes do grupo teatral SerCena para o evento. As reações dos estudantes foram diversas: de identificação com os temas abordados, medo, constrangimento e também algumas risadas constrangedoras. As atrizes do grupo partilharam casos de violência sofridos em ambiente escolar e também familiar nas intervenções. 

A programação também contemplou oficinas com temáticas a respeito das mulheres na ciência, conduzidas pela servidora Raquel Mallezan. Estudantes dos cursos superiores também participaram das atividades nos turnos vespertino e noturno. 

As professoras Alessandra Fagundes e Dejenana Campos conduziram o debate sobre “Histórias das mulheres que transformam o mundo”, no segundo dia do evento, com participação da professora Teresa Irene Malheiro, a primeira docente mulher do curso de Engenharia Elétrica do Campus Octayde. De acordo com a professora Dejenana, é preciso celebrar as conquistas das mulheres que enfrentam diariamente apagamentos, injustiças e desigualdades. 

“Mas celebrar os avanços não significa esquecer que a luta é contínua. Ainda enfrentamos diversas violências de gênero. Nossa luta é por políticas públicas interseccionais, igualdade, equidade de gênero, respeito e dignidade para todas. Somos diversas, mas não podemos estar dispersas, como diria Marielle Franco”, disse Dejenana.

A Comissão Organizadora do evento teve a seguinte composição:

Alessandra Fagundes da Silva
Ana Cecília dos Santos
Claudio Dias
Cristiane Paiva Puertas
Dejenana Campos
Henriett Montanha
Herica Clair Garcez Nabuco
Karina Oliveira Brito
Laís Dias Souza da Costa
Maristela Abadia Guimarães
Marta Luiza Santos
Raquel Mallezan
Tatiane de Oliveira

Posts relacionados
Rolar para cima
R

Reitoria

01
Campus Cuiabá Cel. Octayde Jorge da Silva
02
Campus São Vicente
03
Campus Cáceres Prof. Olegario Baldo
04
Campus Cuiabá Bela Vista
05
Campus Pontes e Lacerda Fronteira Oeste
06
Campus Campo Novo do Parecis
07
Campus Juina
08
Campus Confresa
09
Campus Rondonópolis
10
Campus Sorriso
11
Campus Várzea Grande
12
Campus Barra do Garças
13
Campus Primavera do Leste
14
Campus Alta Floresta
15
Campus Tangara da Serra
16
Campus Diamantino
17
Campus Avançado Lucas do Rio Verde
18
Campus Avançado Sinop
19
Campus Guaranta do Norte
20
Campus Campo Verde
21
Campus Água Boa
22
Campus Canarana
23
Campus Colniza