Encontro abordou inclusão, aprendizagem, acolhimento e os recursos disponíveis para apoiar a trajetória escolar
Nem sempre a dificuldade de aprender está apenas em um conteúdo que não foi compreendido. Muitas vezes, ela vem acompanhada de insegurança, queda na autoestima, sensação de não conseguir acompanhar a turma e até vontade de desistir da escola. Foi a partir dessa perspectiva que a equipe da Sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE) do IFMT Campus Cuiabá – Cel. Octayde Jorge da Silva conversou com estudantes dos cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio em Informática, na tarde desta segunda-feira (17 de agosto).
O encontro foi pensado como um espaço de diálogo e acolhimento para apresentar os profissionais e serviços oferecidos pela Sala de AEE, bem como mostrar aos estudantes que reconhecer uma dificuldade e buscar ajuda não é motivo de vergonha, mas uma forma de cuidado.
O bate-papo aconteceu com a presença do professor de Educação Especial Ronilson Balbuena e dos estagiários Henrique Angelo Arantes, Kely Rosalia de Souza e Jhady Lorrane Fioravante Vilela. Na atividade, a equipe explicou como funciona o atendimento e apresentou as possibilidades de acompanhamento oferecidas pelo campus.
“Quando uma situação envolve questões de saúde mental, nutrição, assistência social, a Sala de AEE atua de forma articulada com os demais setores da instituição, como a Coordenação de Assistência Estudantil e Inclusão (CAE). Da mesma forma, demandas que chegam nesses setores e que necessitam de acompanhamento educacional especializado são encaminhadas à nossa equipe. O trabalho conjunto permite olhar para o estudante a partir de suas diferentes necessidades, compreendendo que a vida escolar não está separada das demais dimensões da vida”, analisa o professor Ronilson.
Henrique explica que esse olhar integrado é necessário para que cada estudante possa receber o acompanhamento necessário de acordo com a sua realidade. Inclusive, nesse contexto, o estagiário salientou a importante diferença entre a dificuldade de aprendizagem e o transtorno de aprendizagem.
“Uma dificuldade pontual, como não compreender determinado conteúdo de Matemática, pode ser solucionada por meio de reforço e acompanhamento pedagógico. Já uma dificuldade persistente, que se manifesta em diferentes áreas do conhecimento, pode indicar a necessidade de uma investigação mais aprofundada e de adaptações pedagógicas”, explica Henrique.
Outro tema abordado no bate-papo foi a igualdade e a equidade. “Um estudante surdo pode estar na mesma sala, ter o mesmo professor, o mesmo livro, o mesmo caderno e os mesmos materiais que os colegas. Ainda assim, se não houver um recurso que possibilite sua comunicação e seu acesso ao conteúdo, como um intérprete de Libras, oferecer exatamente os mesmos recursos não garante que ele tenha as mesmas condições de aprendizagem. É nesse ponto que entra a equidade, que é oferecer a cada pessoa os recursos de que ela necessita para participar e aprender”, analisa Henrique.
A equipe também convidou os estudantes a conhecerem mais o trabalho desenvolvido na sala e também a procurarem atendimento sempre que identificarem alguma situação que possa comprometer sua aprendizagem ou permanência na instituição.
Por fim, o encontro contou com uma proposta lúdica e audiovisual, no estilo one-shot chamada de “O código do Liu”, inspirada no universo dos jovens, que utiliza elementos de narrativas e animações como forma de aproximar os conteúdos apresentados da realidade das turmas.



