Projeto de Extensão é coordenado pela professora de Sociologia Christiany Fonseca
O convite para discutir temáticas como violência doméstica, feminicídio, assédio moral e sexual, desigualdade salarial e sub-representação feminina nos espaços de poder foi aceito por mais de 250 estudantes dos cursos do Ensino Médio Integrado do IFMT Campus Cuiabá – Octayde Jorge da Silva.
Coordenado pela professora de Sociologia Christiany Fonseca, o primeiro evento do circuito de debates, com o tema “A arquitetura da desigualdade: por que ser mulher ainda é um ato de resistência”, foi realizado na manhã do dia 5/3, na Biblioteca Orlando Nigro.

Para a professora, “o evento foi didático porque esclareceu pontos sensíveis sobre como as mulheres ainda atravessam situações de constrangimento, violência e silenciamento nos espaços institucionais. Quando afirmamos que ser mulher ainda é um ato de resistência, estamos falando de experiências concretas”.
A roda de conversa teve a participação de convidados externos que compartilharam vivências do dia a dia no âmbito público, dentre eles, os vereadores Maysa Leão e Daniel Monteiro, além de uma ex-servidora pública municipal.
Maysa explicou seis tipos de violências praticadas contra mulheres, incluindo a violência política de gênero. A vereadora destacou a necessidade de atuação em rede para alterar o cenário no qual Mato Grosso está inserido. “Depois do não tudo é assédio. Precisamos conscientizar os jovens, especialmente os homens, para enfrentarmos os ciclos de violência.”
O parlamentar Daniel Monteiro também compartilhou sua atuação em prol da equidade de gênero e enquanto advogado. Ele fez um gancho com o conteúdo trabalhado em sala de aula pela professora Christiany, a exemplo da bibliografia utilizada por ela durante as aulas para explicar o que é “poder” e “dominação” para o sociólogo Max Weber. O evento visou compreender como os conceitos trabalhados na disciplina são identificados no cotidiano.
Realizado em alusão ao Dia das Mulheres, o evento acolheu estudantes e uma ex-servidora pública que externaram situações de violência vivenciadas em espaços institucionais. Os depoimentos, de acordo com a professora, foram um chamado à consciência. “O silêncio protege agressores, mas a palavra fortalece quem resiste, e tenho certeza de que esse foi um evento que marcou profundamente a vida dos nossos alunos”, finalizou Christiany Fonseca.

