Campus Octayde dá início a primeira turma de curso exclusivo para mulheres

A capacitação, voltada para energias renováveis, é parte do projeto Asas para o Futuro Em busca de novas perspectivas, qualificação […]

A capacitação, voltada para energias renováveis, é parte do projeto Asas para o Futuro

Em busca de novas perspectivas, qualificação profissional e oportunidades de inserção e reinserção no mundo do trabalho, 30 mulheres participaram, na noite de segunda-feira (17), da aula inaugural do curso de Formação Inicial de Eletricista de Sistemas de Energias Renováveis, do projeto Asas para o Futuro, no IFMT Campus Cuiabá – Cel. Octayde Jorge da Silva. 

Entre as participantes da primeira turma está Kamilly Victoria Câmara de Souza, de 15 anos, estudante do Ensino Médio em uma escola pública da capital. Inicialmente interessada na área de confeitaria, a jovem percebeu que o mercado está em transformação e decidiu adentrar no setor de energias renováveis. “Eu achei que seria interessante conhecer uma nova área”, contou.

Agora, a rotina de Kamilly é dividida entre as aulas matutinas da escola, o apoio à família durante a tarde e o curso realizado de segunda a quinta-feira, das 17h30 às 21h30. 

Já Talita Tereza Ferreira de Arruda, de 27 anos, segue um caminho diferente. Formada em Engenharia Elétrica pelo próprio IFMT, ela retornou à instituição para atualizar seus conhecimentos. “O mercado de energia está mudando constantemente. Esse curso é uma oportunidade de renovação e muito oportuno para mulheres interessadas em um setor que ainda é defasado.”

Talita destaca que a escolha pelo IFMT se deve à qualidade reconhecida da instituição. “Os professores são qualificados e ótimos. Por isso eu escolhi fazer o curso aqui porque energia renovável não é assunto só para ontem, é para agora e para o futuro. Estar por dentro desse mercado com professores qualificados é essencial”, afirma.

A aula inaugural contou com a presença do pró-reitor de Extensão Frankes Siqueira; do diretor-geral Alceu Aparecido Cardoso; da diretora de Ensino Marli Walker; da coordenadora-geral do projeto no Campus Cuiabá, Ana Claudia de Azevedo; da coordenadora administrativa e pedagógica do projeto, Edna Sousa Almeida; do chefe do Departamento de Engenharia Elétrica e Automação (DEEA), Edelson Duarte; além dos professores Marcos Vinicius Santiago e Bernanci Pedroso de Almeida.

Frankes reforçou que o projeto foi pensado para acolher e garantir a permanência das mulheres. Ele explicou que a iniciativa é resultado de articulações em Brasília, conduzidas por ele e pelo reitor Júlio César dos Santos, em busca de oportunidades voltadas para Mato Grosso.

“Descobrimos esse projeto no Ministério das Mulheres e viabilizamos para que vocês estudem com qualidade. A função de toda a equipe do IFMT é atendê-las com excelência, buscando recursos e desenvolvendo projetos”, conta. 

Nessa mesma linha, o diretor-geral Alceu Aparecido Cardoso iniciou a sua fala agradecendo a parceria da Pró-Reitoria de Extensão em desenvolver o projeto no campus. “Muito obrigado por acreditar, por lutar e por abrir as portas para que tantas jovens mulheres pudessem ter essa chance. Sem a dedicação de vocês, talvez não estivéssemos aqui hoje.”

Ele também ressaltou o impacto da presença feminina em setores historicamente dominados por homens. “Vocês estão prestes a se tornar pioneiras, a quebrar barreiras e mostrar que competência não tem gênero. Olhando para essa sala, vejo a força, a resiliência e a coragem de um futuro que está prestes a ser reescrito. Muitos corações e mentes trabalharam incansavelmente para que este sonho começasse a ganhar forma.”

Cuidoteca

As participantes do projeto Asas para o Futuro terão à disposição a Cuidoteca do campus, espaço educativo, recreativo e de apoio voltado aos filhos de estudantes e servidores do campus. O local busca garantir mais tranquilidade, especialmente, para as mães que estudam e trabalham na instituição.

A proposta é pioneira entre os institutos federais e segue o exemplo de experiências já realizadas em instituições de ensino superior como a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI).

Atualmente, o projeto-piloto já vem sendo desenvolvido pelo Programa de Qualidade de Vida, oferecendo acolhimento para crianças de 3 a 8 anos, filhos de servidores, no horário das 8h às 12h. No entanto, nos próximos dias a iniciativa receberá também os filhos das estudantes. 

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